domingo, 31 de agosto de 2008

11 anos sem Lady Di

Hoje faz 11 anos da morte da princesa Lady Di, vítima de um acidente de carro em Paris. Diana, que morreu aos 36 anos, estava acompanhada do namorado o milionário Dodi al-Fayed, e estaria grávida dele. Até hoje, a morte da princesa não foi totalmente esclarecida, e especula-se que ela foi assassinada. O motorista do casal também morreu na tragédia, quando o veículo capotou num túnel da cidade-luz. Diana e a mídia britânica tiveram uma relação de tapas e beijos. Desde o seu casamento transmitido ao vivo em 1981, até sua morte, que pode ter sido provocada por paparazzi, passando pelas brigas com o príncipe Charles, que culminaram com o divórcio. Diana será sempre lembrada pelo seu amor ao próximo. Algo que a monarquia britânica nunca tinha antes visto. A solidariedade e a compaixão da princesa, aliada à beleza, ao carisma e à sinceridade, transformaram Lady Di em um mito. Dificilmente, haverá outra igual.
Diana, Princesa de Gales (Diana Frances, nascida Spencer; Sandringham, 1º de julho de 1961Paris, 31 de agosto de 1997) foi a primeira esposa de Charles, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro aparente da Rainha Elizabeth II. Seus dois filhos, os príncipes William e Harry, são respectivamente o segundo e o terceiro na linha de sucessão aos tronos do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia e de outros doze países da Commonwealth.
Após seu casamento com o Príncipe de Gales em 1981, Lady Di tornou-se uma das mulheres mais famosas do mundo: um ícone da moda, um ideal de beleza e elegância feminina,admirada por seu trabalho de caridade, em especial por seu envolvimento no combate à SIDA/AIDS e na campanha internacional contra as minas terrestres.O casamento foi inicialmente feliz, mas terminou em 1996, após vários escândalos tanto por parte de Charles como de Diana.Sua trágica e inesperada morte em um acidente de carro, em Paris, foi seguida de um grande luto público pelo Reino Unido e, em menor escala, pelo mundo. Seu funeral, em 1 de setembro de 1997, foi assistido globalmente por cerca de 2,5 bilhões de pessoas.Mesmo uma década após a sua morte, a "Princesa do Povo" (termo cunhado pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair) continua sendo uma das celebridades mais constantes na imprensa, servindo de tema para milhares de livros, jornais e revistas. O seu nome é citado pelo menos 8 mil vezes por ano na imprensa britânica. Os vários biógrafos de Diana divergem-se quando o assunto é a decadência de seu casamento; Andrew Morton, por exemplo, culpa a "crueldade" de Charles, enquanto que Sally Bedell Smith aponta os supostos "distúrbios mentais" de Diana; a jornalista Tina Brown, por sua vez, atribui o desastre à ingenuidade da princesa em uma ficção forjada pelos tablóides.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diana,_Princesa_de_Gales
http://centraldenoticias.wordpress.com/2007/08/31/momento-saudade-lady-di/

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Obama: "The Dream Continues"

Em 1963, o reverendo Luther King sonhava com uma América sem segregação racial. Ontem, Barack Obama dirigiu-se aos americanos para dizer que "sim, podem" eleger o primeiro presidente negro, já a 4 de Novembro. Democratas têm primeiro candidato negro à Presidência Há 45 anos, 200 mil pessoas ouviam Martin Luther King expressar em Washington o seu sonho de ver os Estados Unidos tratar todos os cidadãos "como iguais". Assassinado cinco anos depois, em 1968, o homem que queria ver os filhos "julgados pelo carácter e não pela cor da pele" não esteve ontem em Denver, no estado americano do Colorado, para ver Barack Obama cumprir parte do sonho ao tornar-se oficialmente no primeiro negro escolhido por um grande partido como candidato à Casa Branca. Não foi ao acaso que Obama escolheu o dia 28 de Agosto para o seu discurso de aceitação da nomeação democrata. Num estádio com capacidade para 75 mil pessoas e lotação esgotada, o senador do Ilinóis tinha a tarefa de não desiludir. Quatro anos depois de ter adquirido dimensão nacional com um discurso sobre a união dos americanos proferido na convenção que consagrou John Kerry como candidato, Obama pretendia homenagear Luther King. E na audiência estavam alguns dos que ouviram o reverendo em Washington. Dezie Woods-Jones foi uma delas. Para ela, ver Obama candidato à Casa Branca só merece um comentário: "Aleluia! Ainda temos muito trabalho pela frente, mas estamos mais perto que nunca" do sonho de Martin Luther King, disse ao New York Times. Para dar ainda mais ênfase ao momento histórico que a sua nomeação representa para os Estados Unidos, o filho de um queniano e de uma branca do Kansas devia dirigir-se aos apoiantes a partir de um palco onde não faltavam nem mesmo as colunas gregas. Durante vários dias, equipas de trabalhadores prepararam o estádio de futebol Invesco Field para receber o discurso de Obama. Ontem à tarde as filas já haviam começado para entrar no estádio, onde a segurança foi reforçada. A organização democrata estava preocupada com um eventual ataque contra o candidato, sobretudo depois de três homens terem sido presos no domingo por alegadamente estarem a planear matar Obama com um tiro de espingarda, durante o seu discurso de ontem no Invesco Field. Segundo David Axelrod, principal estrategista de Obama, o discurso que o candidato devia proferir ontem (e que andou a preparar ao longo da semana) seria inspirado nos de John Kennedy em 1960, de Ronald Reagan em 1980 e de Bill Clinton em 1992.Com o republicano John McCain prestes a anunciar o seu candidato a vice, Obama devia dirigir-se aos apoiantes com toda a família democrata unida. Na quarta-feira à noite Hillary Clinton pôs fim à votação para escolher o candidato e pediu aos delegados para aclamarem Obama. Pouco depois foi a vez de Bill Clinton dar o seu apoio ao senador do Ilinóis. Um dos maiores críticos de Obama durante as primárias que este disputou com Hillary, o ex-presidente foi peremptório: "Barack Obama está preparado para ser presidente".Quem também foi confirmado, como vice-presidente, foi Joe Biden. O senador do Delaware subiu ao palco para interpelar os "polícias e bombeiros, professores e empregados de fábrica". Filho de um vendedor de carros e senador desde 1972, Biden foi escolhido por Obama não só pelo seu apelo junto das classes médias trabalhadoras e brancas como pela sua longa experiência em política externaObama, que fez uma aparição surpresa ao lado de Biden, afirmou: "Queremos abrir esta convenção a todos os que quiserem juntar-se ao partido e a mim num esforço para trazer a América de volta". E ontem terão sido muitos os que lhe responderam: "Yes we can!", o "Sim, podemos!" que se tornou no lema da sua campanha.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olimpíadas, o espetáculo do gigante vermelho

Às 12h36, o presidente da China, Hu Jintao, anunciou oficialmente a abertura da 29ª edição dos Jogos Olímpicos, evento que é visto pelo país como a chance de mostrar uma nova cara e impressionar o mundo. E a cerimônia foi grandiosa como os mais de 1,3 bilhão de pessoas, o crescimento econômico de cerca de 10% ao ano e os gastos que bateram a casa dos US$ 40 bilhões para construir do zero a maioria de suas arenas olímpicas, além de toda infra-estrutura de linhas de metrôs, estradas, saneamento básico e aeroporto. Com 91 mil pessoas presentes no Ninho de Pássaro, apesar de alguns espaços vazios na parte central da arquibancada, e 14 mil participantes, o evento procurou ao máximo mesclar a tradição de mais de 5.000 anos de história com a entrada da nação em uma nova era, seja ela representada por um efeito de luzes e fogos de artifícios ou com a união de 56 crianças, cada uma de uma etnia diferente presente na China, que levaram a bandeira do país em um sinal de união. Entre elas estavam tibetanas e muçulmanas, que reclamam da repressão do governo local e ganharam a atenção do mundo em protestos nos dias que antecederam os Jogos. O grande mistério da cerimônia só foi desvendado após mais de quatro horas de festividade. O ex-ginasta Li Ning, dono de três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze nos Jogos de Los Angeles-1984, foi o último a receber a tocha olímpica, foi elevado através de cabos e deu a volta no topo do estádio, como se estivesse correndo, até alcançar um pavio, que acendeu a pira depois de 244 minutos de cerimônia. O temor de protesto dos atletas não se confirmou, assim como possíveis vaias da platéia às nações que não gozam de boas relações com a China. Na cerimônia, a organização também evitou mencionar períodos ruins de sua história, como a invasão sofrida em parte de seu território pelo Japão no início do século 20, o período de governo de Mao Tsé-Tung e a Revolução Cultural.
O evento começou pontualmente às 20h (horário local, 9h no Brasil), quando 2.008 pessoas tocando fous, um objeto de percussão, deram início à comemoração, após um efeito de luzes com a contagem regressiva. No céu, fogos de artifício retrataram pegadas saindo da Praça da Paz Celestial em direção ao Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro. Com a "chegada" das pegadas vieram fadas carregando o símbolo olímpico, antecedendo a entrada da bandeira chinesa, carregada por crianças das 56 etnias diferentes. Em seguida, o país passou a apresentar suas invenções ao mundo: a pólvora, o papel, a escrita e a bússola, tendo a preocupação de misturar o antigo e o novo. No telão do estádio, a organização explicava a parte artística do evento em três línguas (inglês, francês e mandarim). A interação com o público, aliás, ganhou atenção especial da direção, que distribuiu um kit para que cada um dos 91 mil pudesse ajudar na plasticidade da cerimônia, fosse com um lenço, uma lanterna ou um tambor. Mas parte da platéia não aderiu, deixando os objetos de lado. No centro do estádio, artistas se revezavam em coreografias bem ensaiadas, usando bastante efeito de luz e alegorias opulentas. A cerimônia ainda rendeu suas homenagens à evolução comercial do país com o Ocidente, superando o período das dinastias, e mostrou a preocupação com o meio ambiente, através da representação de uma pipa e a ligação dos chineses com a natureza, contrastando com a preocupação atual de atletas com os altos índices de poluição em Pequim. Depois da execução da música-tema dos Jogos, teve início o desfile das delegações. Como manda a tradição, a Grécia foi a primeira a entrar no Ninho de Pássaro com o judoca Ilias Iliadis levando o pavilhão. Às 10h30 (de Brasília), o velejador Robert Scheidt pisou no estádio com a bandeira brasileira. Com muitas máquinas fotográficas, a delegação vestiu paletó verde, calça azul e chapéu branco com uma faixa em verde e amarelo. A torcida aplaudiu bastante a equipe, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudava os atletas.O público, aliás, procurou ser simpático com todas as delegações, aplaudiu efusivamente Hong Kong e Taiwan, territórios chineses, assim como rivais históricos como Japão e EUA. Mas coube também aos norte-americanos as únicas vaias da platéia, mesmo que tímidas, dirigidas ao seu presidente, George W. Bush, quando este foi mostrado no telão. Foram 204 nações, já que Brunei foi excluído a poucas horas do início da cerimônia, com a dona da casa fechando o desfile. O jogador de basquete Yao Ming teve a missão de ser o porta-bandeira da maior equipe dos Jogos e que pretende, enfim, ser a líder do quadro de medalhas, superando os EUA e a Rússia.
Em seguida, o presidente do comitê organizador fez seu discurso e o presidente do COI, Jacques Rogge, lembrou das vítimas do terremoto, que atingiu principalmente a província de Sichuan, neste ano, antes que Hu Jintao, o presidente chinês, inaugurasse as Olimpíadas que têm a missão de mostrar a nova faceta da nação no maior evento poliesportivo do mundo, que durará os próximos 16 dias.