segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Natal, a festa do amor e da luz

O Natal é uma das festas mais importantes do cristianismo, junto com a Páscoa e o Pentecostes. Ele celebra o nascimento de Jesus Cristo. A festa é celebrada no dia 25 de Dezembro pela Igreja Católica Romana, pela Igreja Anglicana e por alguns grupos protestantes e no dia 7 de Janeiro pela Igreja Ortodoxa. Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas - italiano 'natale', francês 'noël', catalão 'nadal', espanhol 'natal'( navidad de J.C), português 'natal'. Em inglês, a palavra que designa o Natal - 'Christmas' - provém das palavras latinas 'Cristes maesse', significando em inglês 'Christ's Mass", missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C. De 'natális' deriva também 'natureza', o somatório das forças ativas em todo o universo.

Aspectos históricos
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude. Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação. As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho. Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O ponto de vista da Bíblia
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio. Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

Símbolos e tradições do Natal

Árvore de Natal
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

Presépio
Presépio tradicional português - com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal. O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto
No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

Anúncio do anjo e nascimento de Jesus
O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", ou seja, considerando que este morreu em 4 AEC, então Jesus só pode ter nascido em 6 AEC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus"). Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários. "Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.) Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 AEC a 6 AEC), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 EC. O único recenseamento relacionado a Quirínio, documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento". A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8).
Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro. A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende". Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

A estrela de Belém
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

Visita dos magos
Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes." Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados. Outro factor muito importante tem haver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.

Saudação "Feliz Natal" em várias línguas
Albanês - Gezur Krislinjden
Alemão - Frohe Weihnachten
Armênio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
Bretão - Nedeleg laouen
Catalão - Bon Nadal
Coreano - Chuk Sung Tan
Croato - Čestit Božić
Espanhol - Feliz Navidad
Esperanto - Gajan Kristnaskon
Finlandês - Hyvää joulua
Francês - Joyeux Noël
Grego - Kala Christougena
Magyar - Kellemes Karácsonyt
Inglês - Merry Christmas
Italiano - Buon Natale
Japonês - メリー・クリスマス Merii Kurisumasu (modificação de merry xmas)
Mandarim - Kung His Hsin Nien
Neerlandês - Vrolijk Kerstfeest
Norueguês - God Jul
Occitan - Buon Nadal
Polaco - Wesołych Świąt Bożego Narodzenia
Português - Feliz Natal
Romeno - Crăciun fericit
Russo - С Праздником Рождества Христова S prazdnikom Rozhdestva Khristova
Tcheco - Klidné prožití Vánoc
Sueco - God Jul
Ucraniano - Srozhdestvom Kristovym

Papai Noel
O personagem Papai Noel (português brasileiro) ou Pai Natal (português europeu) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro. As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel ou o Pai Natal entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. O mito das renas foi inventado na Europa, no século XIX.A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

domingo, 7 de dezembro de 2008

SÃO PAULO HEXACAMPEÃO!!!

São Paulo entra para a história como hexacampeão

GAMA - O São Paulo entrou para a história do futebol nacional neste domingo. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Goiás, no estádio Bezerrão, o time de Muricy Ramalho acabou com as esperanças do Grêmio, superou toda a polêmica que antecedeu esta última rodada e conquistou o título do Brasileirão de 2008.Assim, o Tricolor paulista garante seu lugar na história ao ser o primeiro clube com três títulos consecutivos do Nacional, além de ostentar também o feito inédito de seis troféus no total (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008).Para confirmar a taça, o São Paulo teve de superar uma semana turbulenta. Depois de discutir com a direção do Goiás sobre o preço dos ingressos e de trocar provocações com jogadores goianos e gremistas, o Tricolor paulista ainda se viu em meio à polêmica da arbitragem para o confronto no Distrito Federal.A Confederação Brasileira de Futebol anunciou na véspera da partida a suspeita de tentativa de manipulação de resultados e trocou o árbitro Wagner Tardelli por Jailson Macedo Freitas. A CBF não confirmou o suposto infrator, mas a diretoria tricolor se irritou quando as suspeitas recaíram sobre o clube. Mesmo diante da turbulência, o time manteve a tranqüilidade para fazer sua parte neste domingo.Artilheiro do clube na temporada, o atacante Borges, em posição irregular, foi o responsável por mandar a bola para as redes e decretar a vitória são-paulina sobre o Goiás.Assim, independentemente do resultado do Grêmio em Porto Alegre, o São Paulo cumpriu seu dever ao bater o time esmeraldino, em jogo válido pela última rodada do Brasileirão.Diante de um estádio cheio de são-paulinos na cidade-satélite do Gama (DF), o time de Muricy Ramalho sagrou-se campeão na edição mais disputada da história dos pontos corridos no Nacional.Além dos feitos coletivos, o São Paulo também transformou alguns jogadores em heróis
O capitão Rogério Ceni foi o primeiro atleta a levantar o troféu do Brasileirão três vezes.

Em jogo com clima digno de decisão de campeonato, os atletas de São Paulo e Goiás tentaram esquecer as polêmicas da semana assim que a bola rolou. Postulante ao título, o Tricolor iniciou a partida pressionando o Esmeraldino, que usava o artifício das faltas para barrar boa parte das investidas do adversário. Ciente da dificuldade de furar o bloqueio dos goianos, o Tricolor apostou em jogadas aéreas. Logo aos três minutos, Jorge Wagner cobrou falta na área e obrigou o goleiro Harlei a sair do gol para socar a bola para longe.

No lance seguinte, Joilson tabelou com Richarlyson e cruzou para Borges, que se antecipou à defesa, mas cabeceou para fora. Na resposta dos esmeraldinos, Júlio César fez jogada individual pela esquerda e alçou bola na área, obrigando Miranda a recuar de cabeça para Rogério Ceni.Porém, o São Paulo continuou mais presente na frente, mesmo mostrando certo nervosismo no jogo. Hernanes avançou pela esquerda e tentou cruzar para Dagoberto, mas a zaga tirou o perigo. No momento em que se lançou com mais afinco ao ataque, o Goiás deu espaço para um perigoso contragolpe do Tricolor. Jorge Wagner correu desde o meio-campo e finalizou cruzado da entrada da área, dando trabalho a Harlei.Aos 19 minutos, o time esmeraldino perdeu chance incrível. Vítor ganhou da defesa pela direita e cruzou rasteiro para Paulo Baier, que tentou concluir de letra e fez a bola passar perto da trave. No entanto, no lance seguinte, foi a vez de o Tricolor ir à frente para abrir o placar.Aos 22 minutos, Rogério Ceni cobrou falta da meia-lua e viu Harlei espalmar. No rebote, Hugo cruzou para Borges, que, em posição irregular, mandou para as redes. Os jogadores do Goiás pediram impedimento do atacante são-paulino, mas o árbitro validou o gol. Cinco minutos depois, o Tricolor teve nova chance em falta da meia-lua. Desta vez, Rogério mandou perto do travessão.Do outro lado, o time esmeraldino tentou responder aos são-paulinos. Thiago Feltri avançou pela esquerda e cruzou para Fausto cabecear para fora. Em função da disputa de bola com Miranda na jogada, o atacante esmeraldino precisou de atendimento médico. Pouco depois, já recuperado da contusão, Fausto ainda pediu pênalti em novo lance com Miranda, mas o árbitro mandou seguir o jogo.Nos minutos finais, o São Paulo diminuiu a pressão e viu o Goiás aumentar suas ações no sistema ofensivo. Depois de cruzamento da direita, o atacante Fausto, livre, cabeceou com perigo e exigiu defesa de Rogério. Depois do susto, o São Paulo percebeu a necessidade de atacar.Dagoberto chutou com efeito, e Harlei se esticou para espalmar.No intervalo da partida, Hélio dos Anjos substituiu Júlio César por Adriano Gabiru. Assim que a bola rolou para o segundo tempo, uma forte chuva começou a cair no Bezerrão.

Mas o São Paulo não se intimidou e partiu para cima com a intenção de aumentar a vantagem por uma tranqüilidade maior.O atacante Dagoberto carregou a bola pelo meio e chutou forte para exigir defesa de Harlei. O time paulista seguiu exercendo forte pressão para ampliar a vantagem. Depois de cruzamento na área, Hugo cabeceou e exigiu excelente defesa de Harlei. Instantes depois, o Tricolor desperdiçou chance incrível.

Aos 23 minutos, Borges chutou para exigir mais uma ótima defesa de Harlei, que ainda viu a bola bater na trave antes de a zaga afastar o perigo.Mesmo com as tentativas de Hélio dos Anjos de aumentar a ofensividade do Goiás, com Alex Terra e Romerito, o São Paulo seguiu no comando das ações até o fim da partida, assegurando o título inédito.O São Paulo conquistou neste domingo pela sexta vez, a terceira consecutiva, o título de Campeão Brasileiro. Com a vitória de 1 a 0 sobre o Goiás, o time paulista tornou-se o único brasileiro a ostentar seis títulos nacionais e três deles seguidos."Muitos foram campeões, alguns foram bicampeões.Mas tricampeões, só o São Paulo", resumiu o volante Hernanes. "O São Paulo é um clube grande, conhecido no mundo inteiro, e merece esse feito", completou o lateral-esquerdo Jorge Wagner.

O clube dirigido pelo técnico Muricy Ramalho abriu o placar no estádio do Bezerrão, na cidade satélite de Gama, aos 22 minutos do primeiro tempo com gol de Borges. A partir de então, o time do Goiás passou a jogar ainda mais na defensiva e chegou a puxar alguns rápidos contra-ataques, mas não conseguiu balançar a rede adversária. Mesmo jogando fora de casa o São Paulo contou com o apoio da torcida, que lotou o estádio. O time paulista precisava apenas de um empate, já que mantinha três pontos de vantagem sobre o Grêmio, segundo colocado. O clube de Porto Alegre venceu o Atlético Mineiro por 2 a 0 e, mesmo vencendo, só levaria o título com uma derrota do São Paulo.O time paulista teve um começo de campeonato irregular e chegou a ficar 11 pontos atrás do Grêmio na tabela de classificação. O São Paulo conseguiu reagir e ainda contar com alguns tropeços dos adversários para voltar ao grupo dos quatro primeiros colocados no Brasileiro. Com a vitória deste domingo, o clube alcançou a marca de 18 jogos consecutivos sem perder. A liderança do campeonato foi obtida na 33ª rodada e mantida até a última.O Cruzeiro terminou o campeonato em terceiro lugar e o Palmeiras, em quarto. O time mineiro venceu a Portuguesa por 4 a 1 e assumiu a terceira posição porque o Palmeiras perdeu para o Botafogo por 1 a 0 jogando em casa, no Parque Antártica. Os dois times estão classificados para a Copa Libertadores da América.

Polêmica – O juiz Wagner Tardelli, que apitaria a partida deste domingo, foi substituído no sábado por Jaílson Macedo Freitas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou um comunicado oficial em que alega ter recebido uma denúncia de tentativa de manipulação do resultado da partida, e realizado um novo sorteio para definir o árbitro do jogo.O Ministério Público de São Paulo divulgou neste domingo que a denúncia foi feita pela Federação Paulista de Futebol, o que levou o clube do Morumbi a romper com a entidade. Em uma nota oficial, o MP esclarece que foi procurado por Marco Polo del Nero, presidente da FPF, que conversou com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre uma suposta tentativa de manipulação de resultado do jogo entre Goiás e São Paulo. Ainda segundo a nota, Nero foi aconselhado pelos promotores a levar o caso à Comissão de Arbitragem da CBF.Com os resultados da rodada deste domingo, o Vasco acabou rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro, ao lado de Ipatinga, Portuguesa e Figueirense. O time carioca precisava ganhar do Vitória e ainda contar com uma combinação de resultados para fugir da série B, mas acabou perdendo para o time baiano por 2 a 0 em pleno estádio de São Januário.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/variedade/sao-paulo-conquista-hexa-407706.shtml FONTE: http://jc.uol.com.br/2008/12/07/not_186938.php FONTE: http://esporte.ig.com.brfonte:/07/hexa_e_tri_do_sao_paulo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desemprego ameaça 2009 do brasileiro

Crise nas montadoras americanas começa a respingar no Brasil
O fundo do poço parece nunca chegar para as grandes montadoras americanas. Ontem, a General Motors e a Chrysler anunciaram mais demissões em suas fábricas nos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir ainda mais os seus custos. Nesta semana, a Ford já havia passado por um grande baque: o bilionário Kirk Kerkorian simplesmente desistiu de seus investimentos na empresa, vendendo, com prejuízo de mais de 60%, as ações compradas havia apenas seis meses. As três empresas atravessam uma crise sem precedentes. Muito endividadas, com prejuízos constantes (e bilionários) nos balanços e enfrentando quedas gigantescas nas vendas no mercado americano, as companhias ainda têm de lidar, agora, com a escassez do crédito, provocada pela crise financeira global. Para piorar, um pacote de ajuda de US$ 25 bilhões prometido pelo governo americano pode demorar, segundo fontes, até um ano para ser liberado. Para tentar melhorar a situação, a GM resolveu apelar novamente para demissões - embora sem especificar o número -, mesmo depois que um número de trabalhadores maior do que o esperado aceitou os pacotes de demissão voluntária oferecidos pela empresa. A GM pretendia inicialmente reduzir sua força de trabalho em 15%, ou 5 mil funcionários. Mas esse número agora vai subir. Já a Chrysler vai demitir 1.825 empregados. As duas empresas, segundo notícias que vêm sendo veiculadas há vários dias, estão no meio de um processo de negociações, que poderá ter como resultado a fusão das operações.No caso da GM, além das demissões, a empresa também informou que vai reduzir os benefícios de seus empregados, incluindo a eliminação do pagamento de alguns planos de previdência e mudanças em outros planos de aposentadoria, de acordo com uma carta enviada aos funcionários, assinada pelo executivo-chefe da montadora, Rick Wagoner, e pelo diretor-operacional, Fritz Henderson.“A crise de crédito global teve um impacto dramático sobre a indústria. Com isso, os mercados de veículos novos na América do Norte e na Europa Ocidental se contraíram severamente”, diz a carta. “A perspectiva para a economia global permanece muito preocupante.” A montadora informou que as demissões acontecerão entre o fim deste ano e o início de 2009.A GM vem tomando ainda outras medidas para tentar sair da situação em que se encontra. Vem tentando encontrar, por exemplo, um comprador para a sua marca Hummer, que se tornou o símbolo máximo dos carros que consomem grande quantidade de combustível. Nesta semana, a empresa anunciou também que estuda a venda da ACDelco, sua unidade de produção de partes e acessórios para automóveis.A Chrysler, por sua vez, anunciou que vai eliminar um turno na fábrica de Toledo e antecipar para 31 de dezembro o fechamento da unidade de Newark, previsto anteriormente para o fim de 2009, após os prejuízos da empresa terem crescido para cerca de US$ 1 bilhão no primeiro semestre deste ano. Os 1.825 trabalhadores que serão dispensados devem receber pacotes de aposentadoria antecipada e de compra de ações da empresa.A situação atual da Chrysler tem gerado rumores de que seu controlador, o fundo de private equity norte-americano Cerberus Capital Management, vai vender partes ou toda a montadora. Especulações dão conta de que o Cerberus está entrando em contato com possíveis compradores, entre eles a própria GM. Na noite de quarta-feira, o presidente da Chrysler, Jim Press, negou os rumores sobre uma potencial fusão de sua empresa com a GM, dizendo acreditar que existe “muita especulação, mas nenhuma fato concreto”.

Paraná já enfrenta demissões
Cerca de 5.000 postos de trabalho deverão ser atingidos, caso os efeitos da crise não sejam revertidos. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná, Roberto Karam.De acordo com o presidente do sindicato, as empresas do setor automotivo não estão recebendo pedidos novos. Ele disse que a estimativa é que o nível de produção no segundo semestre de 2008 seja 25% menor do que o registrado no primeiro semestre deste ano. O Paraná reúne o segundo maior pólo automotivo do país, atrás de São Paulo.Os problemas estão ocorrendo por causa da falta de crédito, que atinge o consumo. "Os bancos não estão emprestando dinheiro porque não sabem se vão receber. É preciso que eles voltem a financiar crédito com juros menores e prazos maiores. Se voltarem essas facilidades, podemos tentar reverter a situação", disse Karam.A assessoria do Sinfavea, que representa as montadoras, disse que não faria comentários sobre o prognóstico do Sindimetal do Paraná. "A avaliação é dele [Karam]. No nosso setor, há férias coletivas, e não demissões", disse.
RENAULT DÁ FÉRIAS COLETIVAS EM DEZEMBRO NO PR
A unidade de São José dos Pinhais (PR) terá férias coletivas. Os três turnos de produção, no qual atuam cerca de 2.700 operários, terão folga entre 1º de dezembro e 5 de janeiro, segundo o sindicato da categoria. As férias são reflexo da crise global e de ajustes no banco de horas da empresa, disse Robson Jamaica, coordenador da delegação sindical da Renault.

GM e Ford decidem ampliar férias coletivas de funcionários
A GM e a Ford voltaram a anunciar férias coletivas para funcionários de suas fábricas. Mais uma vez, a decisão das montadoras está relacionada à queda das vendas provocada pela redução do crédito para financiamento de veículos, reflexo da crise financeira. Segundo a GM, a nova paralisação vai atingir um dos dois turnos de produção dos veículos S-10 e Blazer, em São José dos Campos (91 km de São Paulo). Os cerca de 400 funcionários do setor ficarão parados entre 1º e 23 de dezembro, mas voltam ao trabalho apenas em 5 de janeiro devido a folgas já compensadas durante o ano. Essa é a terceira vez que a GM anuncia férias coletivas em pouco mais de um mês. O primeiro período de paralisação ocorreu entre os dias 20 de outubro e 2 deste mês. Outros dois já estão programados para começar nos dias 17 e 24 deste mês, respectivamente. No total, as férias coletivas vão atingir cerca de 4.500 funcionários de São José. E a montadora já havia anunciado também paralisações de produção em outras três fábricas: São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes (SP) e Gravataí (RS). Segundo a assessoria da GM, as medidas visam ajustar a produção e reduzir os estoques nas fábricas e nas concessionárias. Menos de duas semanas após antecipar as férias coletivas dos seus 8.800 funcionários que trabalham em Camaçari (região metropolitana de Salvador), a Ford ampliou o prazo de inatividade da empresa, que tem capacidade para produzir 250 mil carros por ano. Inicialmente, as férias dos trabalhadores estavam programadas para 24 de dezembro a 2 de janeiro. No começo deste mês, com o agravamento da crise econômica, os funcionários foram avisados de que o recesso começaria em 10 de dezembro (turno da noite) ou 11 de dezembro (turnos da manhã e tarde) e que eles somente retornariam às atividades em 5 de janeiro do próximo ano. Ontem, nova decisão foi confirmada. Quem trabalha à noite terá férias coletivas de 3 de dezembro a 2 de janeiro; os funcionários dos turnos matutino e vespertino estarão com as atividades interrompidas entre 4 de dezembro e 2 de janeiro. Na fábrica de Taubaté (SP), os empregados da linha de transmissões terão as férias coletivas ampliadas a partir de 15 de dezembro, uma semana antes da previsão estabelecida pela montadora. A Ford já havia anunciado férias coletivas para funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Volkswagen e Fiat também já anunciaram paralisações em suas fábricas no Brasil. Para o ex-presidente da Ford no Brasil e diretor do CEA (Centro de Estudos Automotivos), Luiz Carlos Mello, a indústria brasileira ainda vive um bom momento e as vendas vão voltar a crescer nos próximos meses. "As pessoas não estão parando de comprar definitivamente. É como se elas parassem para sentir o movimento que está se processando para então executar algo que já estavam decididas a fazer, que é comprar um carro."

Volvo vai demitir mais de 2.000 funcionários

Mais de 2.000 funcionários serão demitidos da Volvo até o final deste ano em todo o mundo. A medida faz parte de um pacote de redução de custos. Na sede, em Gotemburgo, cerca de 1.200 pessoas vão perder o emprego. Na Volvo Car Suécia, 45 empregados serão dispensados e na Volvo Cars de componentes, em Olfstrom, mais 50 pessoas vão ficar sem trabalho. A empresa sueca vai demitir também mais de 300 funcionários em outros países. Até ao final do ano todos os funcionários da lista de corte serão avisados, mas até lá algumas negociações podem acontecer para ajudar a encontrar alternativas de emprego para os cerca de dois mil trabalhadores dispensados. Algumas informações dão conta que outra alternativa para tirar a marca da crise será a venda, como aconteceu com Land Rover e Jaguar, que estão agora sob domínio da indiana Tata. A compradora agora seria uma empresa chinesa, mas ninguém confirma se a venda será concretizada.